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Criar meios e estratégias que possibilitem a continuidade do trabalho a longo prazo é provavelmente o grande desafio dos grupos artísticos. Como criar modos de produção e gestão que sejam viáveis? O modelo tradicional de organização enquanto grupo ou companhia é o mais adequado? Como manter a autonomia do grupo dentro do mercado cultural, sem que a criação e o pensamento artístico precisem se moldar a ele? Que estratégias de financiamento podem ser desenvolvidas além dos editais? É possível sobreviver apenas do trabalho artístico ou este pode gerar “sub-produtos” que colaborem para a sustentabilidade?

O curso foi desenvolvido por dois profissionais da cultura com experiência prática no trabalho com grupos e artistas, que abordarão essas e outras questões, e compartilharão suas experiências. O objetivo é fomentar nos participantes um entendimento sobre gestão cultural que lhes possibilite pensar e desenvolver estratégias para manter a continuidade e autonomia de seus trabalhos em agrupamentos artísticos.

para quem o curso foi desenvolvido

Artistas, produtores, gestores ou outros profissionais da área cultural:
-que já atuem com grupos/núcleos/coletivos independentes, ou outras formas de agrupamento artístico;
-que estejam interessados em formar um grupo/núcleo/coletivo artístico independente.

programa

encontros 1 e 2:
gestão cultural no contexto dos grupos artísticos

Posicionamento e política cultural enquanto grupo. Os novos hábitos de consumo cultural e a necessidade de repensar a comunicação e as relações com os públicos. O aproveitamento dos meios digitais para potencializar a produção e gestão, e gerar desdobramentos de conteúdos. Estratégias de comunicação e financiamento.

encontros 3 e 4:
modos e estratégias de organização e existência

Modelos, meios e estratégias viáveis de organização e produção para grupos artísticos. Como desenvolver ações, projetos e sub-“produtos” que permitam a continuidade do trabalho e da pesquisa artística. Como trabalhar a gestão financeira. Análise e reflexão sobre casos reais.

Carga horária total: 12h

FOMENTADORES

Gabi Gonçalves

gabi p/bArtista-produtora, é integrante do Núcleo Corpo Rastreado, associação que pensa meios de produção para o desenvolvimento de projetos culturais.Entre os grupos/artistas com quem já trabalhou, estão Teatro da Vertigem, Cacá Carvalho, Lia Rodrigues Companhia de Danças, Cia Simples de Teatro e Marat Descartes. Coordenadora de produção da Virada Cultural Paulista (2009 e 2010) e da MITsp – Mostra Internacional de Teatro (2014 e 2015). Professora de produção cultural da Escola Livre da Dança (Santo André) e do SENAC (SP). Foi produtora do SESC SP e de diversos projetos e eventos para clientes como as secretarias de cultura municipal e estadual (São Paulo). Doutoranda do Programa de Comunicação e Semiótica na PUC-SP, onde desenvolve uma pesquisa sobre políticas públicas para a cultura. Mestre em Comunicação e Semiótica também na PUC-SP, e graduada em dança pela Universidade Estadual de Campinas (1998) e em Comunicação das Artes do Corpo pela PUC-SP (2002). Sua pesquisa de mestrado tem como tema a formação de público na arte contemporânea.

André Fonseca

andreConsultor, professor e pesquisador independente na área de gestão cultural. Fundador e diretor da Projecta. Graduado em comunicação social pela ESPM-Escola Superior de Propaganda e Marketing, e pós-graduado em Cooperação e Gestão Cultural Internacional pela Universidade de Barcelona. Ministrante da pós-graduação Gestão Cultural: desenvolvimento e mercado, do Senac. Desenvolveu consultorias e ações de formação para clientes como Instituto Brincante, Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, MIS – Museu da Imagem e do Som, Red Sudamericana de Danza, Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte, Circo Zanni, Antonio Nóbrega, Festival Cordas na Mantiqueira,  Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Senac, Rosenbaum e Secretaria de Cultura e Turismo de Santo André. Entre outras atuações no campo iberoamericano, foi docente do módulo Nuevos modelos de sustentabilidad no curso REM 2.0 (2011), sobre projetos culturais colaborativos na América Latina; e coordenou o ciclo de encontros Sustentabilidad para la danza no Festival Internacional de Danza Contemporánea de Uruguay (2012).